a São José
Ó meu glorioso santo e protetor São José, se neste momento não me assistirdes, não sei o que será de mim. Ofendi meu Deus, que em qualquer momento poderia mandar-me à morte e minha alma para o Inferno. Ofendi meu Pai, que me encheu sempre de benefícios. Revoltei-me contra meu Criador! Que será de mim?
Confesso que mereço o Inferno, mil Infernos seriam pouco para castigar minha insolência e insubordinação contra Deus. Perdi o Céu e sou um condenado desterrado de minha pátria. Ainda fiz pior, meu amantíssimo José: com meus pecados ofendi a Jesus, que vós tanto amais.
Persegui Jesus com minhas culpas e vos obriguei a fugir para o Egito; com minhas faltas, tornei a crucificar Cristo dentro de minha alma. Ah, meu protetor! Queria apagar com meu sangue esses pecados, queria desfazer o que fiz, e que não fosse contado o número dos dias em que ofendi a meu Deus.
Vós que podeis tanto com Jesus, conduzi-me a Ele. Conheço que sou a ovelha desgarrada do rebanho de Cristo; levai-me vós a Jesus, quero ser para sempre de seu rebanho. Sou o filho pródigo, mas agora já sou filho arrependido.
Ó Jesus, meu Deus, perdoai-me; não sou digno de vosso perdão porque pequei pela malícia, com conhecimento, mas, apesar disso, espero o perdão. Vós sois meu Pai. Perdoai vosso filho que chora suas culpas e vos promete a emenda; sois meu Salvador, não permitais que eu perca o Céu, e do íntimo da minha alma escutai-me.
Confesse seus pecados ao confessor como se estivesse aos pés de Cristo, Nosso Senhor.
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