cinco mistérios da Paixão
Vós morrestes, Jesus, mas uma fonte de vida jorrou para as almas e abriu-se um mar de misericórdia para o mundo. Ó fonte de vida, insondável misericórdia de Deus, envolvei o mundo todo e derramai-vos sobre nós.
Diário de Santa Faustina, 1319
Ó Sangue e Água que jorrastes do coração de Jesus como fonte de misericórdia para nós, eu confio em vós. (3 vezes)
1. Oração e agonia de Jesus no Jardim
Surgiu diante dos olhos da minha alma a visão de Nosso Senhor no Jardim das Oliveiras. Primeiramente, os sofrimentos físicos e todas as circunstâncias que os agravavam; em seguida, os sofrimentos espirituais em toda a sua extensão, e ainda aqueles dos quais ninguém saberá: julgamentos injustos, difamações.
Fazei de mim, Jesus, um sacrifício agradável e puro ao olhar de vosso Pai. Jesus, transformai-me a mim, miserável pecadora, em vós, pois vós tudo podeis, e entregai-me ao vosso Eterno Pai. Desejo tornar-me uma hóstia de expiação diante de vós.
Diário, 135 e 483
Eterno Pai, eu vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.
Pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.
2. Flagelação de Jesus
Vi Nosso Senhor amarrado ao tronco e logo sobreveio a flagelação. Vi quatro homens que se revezavam a açoitar o Senhor com azorragues. Jesus me disse:
Sofro uma dor ainda maior do que a que estás vendo.
E Jesus deu-me a conhecer por quais pecados submeteu-se à flagelação: foram os pecados da impureza. Por quais terríveis sofrimentos morais passou Jesus quando se submeteu à flagelação. Ele deu-me a conhecer, detalhadamente, a gravidade da maldade dessas almas ingratas:
Estás vendo, este é o sofrimento maior que a minha morte.
Diário, 445
Eterno Pai, eu vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.
Pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.
3. A coroação de espinhos
Após a flagelação, os carrascos tiraram-lhe as vestes, que já se tinham colado nas feridas; ao tirarem suas vestes, renovaram-se suas chagas. Cobriram o Senhor com um manto de púrpura sujo e rasgado, jogando-o sobre as chagas renovadas. Mandaram que se sentasse num tronco; fizeram uma coroa de espinhos e a colocaram na sua Santa Cabeça, pondo-lhe ainda um caniço nas mãos e zombando dele.
Inclinavam-se diante dele como diante de um rei, cuspiam no seu rosto, batiam na cabeça com o caniço, esbofeteavam-no e davam murros. Jesus suportava tudo em silêncio. Quem compreenderá sua dor? E no entanto é o pecado que causa isso: encontrou-se o amor com pecado.
Diário, 408
Eterno Pai, eu vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.
Pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.
4. Jesus carrega a cruz para o Calvário
Jesus surgiu diante de mim, despido de suas vestes, coberto de chagas por todo o corpo, os olhos cheios de sangue e lágrimas, o rosto desfigurado, coberto de escarros. Então o Senhor me disse:
A esposa deve ser semelhante ao seu esposo. Olha o que fez de mim o amor pelas almas humanas. Minha filha, no teu coração encontro tudo que me nega um tão grande número de almas. O teu coração é o meu repouso.
Cristo sofredor, saio ao vosso encontro; como esposa vossa, tenho que ser semelhante a vós. O vosso manto de ultrajes deve cobrir também a mim. Ó Cristo, vós sabeis como desejo ardentemente assemelhar-me a vós. Fazei que participe de toda a vossa Paixão, que toda a vossa dor se entorne no meu coração. Confio que completareis isso em mim da maneira que julgardes apropriada.
Diário, 1418
Eterno Pai, eu vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.
Pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.
5. Jesus morre na cruz
Durante a Santa Missa, vi Jesus pregado à cruz em grandes tormentos. Um imperceptível gemido saía do seu coração, a seguir disse:
Tenho sede. Estou sedento pela salvação das almas. Ajuda-me, minha filha, a salvar as almas. Une teus sofrimentos à minha Paixão e oferece-os ao Pai Celestial pelos pecadores.
À noite, vi Nosso Senhor crucificado. Das mãos, dos pés e do lado corria o Preciosíssimo Sangue. A seguir, Jesus me disse:
Tudo isto é pela salvação das almas. Reflete, minha filha, sobre o que tu estás fazendo pela salvação delas. Fica sabendo, minha filha, que o teu silencioso martírio de todos os dias, na total submissão à minha vontade, leva muitas almas ao Céu. Quando te parecer que o sofrimento ultrapassa as tuas forças, olha para as minhas chagas, e te elevarás acima do desprezo e do juízo dos homens. A meditação sobre a minha Paixão te ajudará a te elevares acima de tudo.
Diário, 1032 e 1184
Eterno Pai, eu vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.
Pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.
No final do terço (3 vezes)
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.
Ó Deus eterno, em que a misericórdia é insondável e o tesouro da compaixão é inesgotável, olhai propício para nós e multiplicai em nós a vossa misericórdia, para que não nos desesperemos nos momentos difíceis, nem esmoreçamos, mas nos submetamos com grande confiança à vossa santa vontade, que é amor e a própria misericórdia. Amém.
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