Oito promessas de felicidade feitas no alto do monte
Jesus viu a multidão, subiu à montanha e começou a falar de felicidade. Mas não chamou de felizes os ricos e os fortes: chamou de bem-aventurados os pobres em espírito, os mansos, os aflitos e os perseguidos.
Aqui você lê cada uma das oito bem-aventuranças com o seu sentido, conhece o Sermão da Montanha e o que a Igreja ensina sobre elas — e ouve a primeira meditação do curso As Bem-aventuranças, com o Padre Jacques Philippe.
O curso As Bem-aventuranças percorre as oito portas do Reino em meditações de cerca de dez minutos, com a pregação do Padre Jacques Philippe e um momento de oração em cada uma. A primeira está aberta aqui.
As meditações seguintes estão no app, na ordem do curso.
Conhecer o curso As Bem-aventurançasÀ primeira vista, as bem-aventuranças parecem ao contrário do mundo. O mundo chama de feliz quem tem, quem pode, quem aparece. Jesus chama de feliz o pobre, o manso, o aflito, o perseguido. Não é um elogio do sofrimento: é a promessa de que Deus mesmo vem ao encontro de quem não se basta.
Não é uma lista de regras. É o retrato de Jesus.
O Catecismo ensina que as bem-aventuranças respondem ao desejo natural de felicidade, um desejo que o próprio Deus pôs no coração do homem para atraí-lo a Si.
Antes de dizer como devemos ser, elas mostram como Jesus é: pobre, manso, misericordioso, puro de coração, construtor da paz e perseguido até a cruz.
Cada bem-aventurança traz uma promessa: o Reino dos Céus, a consolação, a misericórdia, ver a Deus. Começam a se cumprir nesta vida e se completam no Céu.
Não são só para heróis. São para quem chora, erra, perdoa e recomeça. O Catecismo lembra que elas já começaram a se realizar na vida da Virgem Maria e de todos os santos.
Aquele que quiser meditar com piedade e perspicácia o sermão que nosso Senhor pronunciou na montanha, tal como o lemos no Evangelho de São Mateus, nele encontrará, sem dúvida alguma, a carta perfeita da vida cristã.
Santo Agostinho — O Sermão da Montanha (De sermone Domini in monte), 1, 1, 1
Citado pelo Catecismo da Igreja Católica, n. 1966
O texto de Mateus 5, versículo por versículo. Jesus sobe o monte, senta-se como quem ensina e abre o seu primeiro grande discurso.
"Vendo ele as multidões, subiu à montanha. Ao sentar-se, aproximaram-se dele os seus discípulos." Começa ali o primeiro grande discurso de Jesus no Evangelho de Mateus.
"Porque deles é o Reino dos Céus." São os que não se apoiam em si mesmos, mas esperam tudo de Deus. Santo Agostinho via aqui os humildes, os que temem a Deus.
"Porque herdarão a terra." Mansidão não é fraqueza: é a força de quem não responde ao mal com o mal. O próprio Jesus disse: "sou manso e humilde de coração" (Mt 11,29).
"Porque serão consolados." Não é o elogio da tristeza, mas a promessa de que nenhuma lágrima escapa a Deus. Quem chora o próprio pecado e a dor do mundo encontra nele o consolo.
"Porque serão saciados." É o desejo ardente de que a vontade de Deus se faça, em mim e no mundo. Uma fome que só Deus sacia.
"Porque alcançarão misericórdia." É a única em que a promessa tem o mesmo nome da atitude: quem tem misericórdia recebe misericórdia.
"Porque verão a Deus." Coração puro é coração inteiro, sem divisão. O Catecismo ensina que a pureza do coração é condição para a visão de Deus.
"Porque serão chamados filhos de Deus." Não basta gostar da paz: é preciso construí-la, a começar dentro de casa. Quem faz a paz se parece com o Pai.
"Porque deles é o Reino dos Céus." A promessa é a mesma da primeira: Santo Agostinho notou que a oitava volta ao começo, como quem fecha um círculo.
"Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus." Depois da pobreza, das lágrimas e da perseguição, a última palavra é alegria.
"Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus."
Mateus 5,3
Todo mundo quer ser feliz, e quase sempre procura a felicidade no dinheiro, no sucesso ou na aprovação dos outros. As bem-aventuranças apontam outro caminho. A verdadeira felicidade, ensina o Catecismo, não está na riqueza, na fama ou no poder, mas só em Deus.
O Catecismo da Igreja ensina que "as bem-aventuranças retratam o rosto de Jesus Cristo e nos descrevem a sua caridade" (n. 1717). Antes de serem um programa para nós, são a vida dele. Quem vive as bem-aventuranças vai ficando parecido com Jesus.
O desejo de ser feliz não é egoísmo: tem origem divina. As bem-aventuranças mostram a meta da vida: Deus nos chama à sua própria felicidade (Catecismo, n. 1718–1719).
Pobreza em espírito é humildade: saber que tudo é dom. São Gregório de Nissa, citado pelo Catecismo, a chama de "humildade voluntária do espírito humano" (n. 2546).
Santo Agostinho, um dos Padres da Igreja, ligou as bem-aventuranças aos sete dons do Espírito Santo: do temor de Deus, nos pobres em espírito, à sabedoria, nos que promovem a paz.
As bem-aventuranças abrem o primeiro grande discurso de Jesus no Evangelho de Mateus: três capítulos que a Igreja lê como o coração da Lei nova.

Tudo começa com um olhar. "Vendo ele as multidões, subiu à montanha." Sentado, Jesus ensina: primeiro as bem-aventuranças, depois o sal da terra e a luz do mundo, o amor aos inimigos, o Pai-Nosso, a confiança na Providência e a casa construída sobre a rocha.
O Catecismo vê nesse sermão a expressão da Lei nova: ele não abole os mandamentos, mas os leva à plenitude e vai à raiz dos atos, o coração (n. 1965–1968). Santo Agostinho, um dos Padres da Igreja, escreveu dois livros inteiros para explicá-lo, entre 393 e 394.
Versículos do Sermão da Montanha (Mateus 5 a 7), no mesmo texto bíblico que você lê e ouve no app.
O curso é baseado no livro do Padre Jacques Philippe sobre as bem-aventuranças, The Eight Doors of the Kingdom ("As oito portas do Reino"), de 2018. É uma meditação bíblica: a Escritura não serve de ilustração, é o corpo da reflexão. Nos áudios, você ouve a Palavra saboreada devagar, como num retiro, bem-aventurança por bem-aventurança.
Cada meditação parte do texto do Evangelho e o saboreia devagar, com a voz dos santos iluminando cada bem-aventurança.
Um momento de oração guiada: o pregador conduz com suavidade e depois se cala, para você ficar a sós com Deus diante do texto.
Perguntas para responder por escrito, exercícios de meditação bíblica e um versículo para repetir até ele entrar no coração.

Padre Jacques Philippe · The Eight Doors of the Kingdom, Scepter, 2018
Uma meditação sobre as bem-aventuranças de Mateus, uma a uma, com a Escritura no centro e a voz dos santos: Santa Teresinha, São Serafim de Sarov, Isaac, o Sírio, e Maïti Girtanner, que perdoou o médico da Gestapo que a torturou.

Comunidade das Bem-Aventuranças · sacerdote desde 1985
Nascido na Lorena, na França, em 1947, estudou hebraico em Jerusalém antes de ser ordenado. Autor de Liberdade Interior e de O Caminho da Confiança e do Amor, fala de coisas profundas com simplicidade.
Da pobreza em espírito ao "alegrai-vos e exultai": as oito bem-aventuranças percorridas em meditações de cerca de dez minutos, para ouvir no carro, na caminhada ou antes de dormir.
Além dos cursos e retiros, o app traz a Liturgia Diária e a Bíblia para ler e ouvir. Em cada versículo, um toque abre o que disseram os Padres da Igreja, a Catena Aurea de Santo Tomás de Aquino e o Catecismo.



Toque no número de um versículo, da Bíblia ou das leituras da Missa, e sobe uma cortina com os comentários daquele versículo, separados por fonte. Você lê, volta ao texto e continua de onde estava.
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Os grandes mestres cristãos dos primeiros séculos, como Santo Agostinho, São João Crisóstomo, Santo Ambrósio e São Jerônimo. Viveram perto do tempo dos Apóstolos e explicaram a Escritura em homilias e comentários. No app, o que disseram aparece ligado a cada versículo.
de Santo Tomás de Aquino, completa
"Corrente de ouro": a obra que Santo Tomás começou a pedido do Papa Urbano IV. Nela, ele encadeou, versículo por versículo, o que os Padres gregos e latinos disseram sobre os quatro Evangelhos, como se todos comentassem juntos a mesma passagem.
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O Catecismo da Igreja Católica, publicado por São João Paulo II em 1992, expõe a fé da Igreja a partir da Escritura. No app, os parágrafos que explicam uma passagem aparecem junto do versículo a que se referem.
Santos, Padres da Igreja e grandes mestres da vida espiritual, em áudio, no mesmo app.

Um ponto do Caminho por dia: o texto, a história por trás dele e a meditação.
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São oito, em Mateus 5,3-10: bem-aventurados os pobres em espírito; os mansos; os aflitos; os que têm fome e sede de justiça; os misericordiosos; os puros de coração; os que promovem a paz; e os que são perseguidos por causa da justiça. Em algumas traduções, os aflitos (ou "os que choram") vêm antes dos mansos.
No Evangelho de Mateus, capítulo 5, versículos 3 a 12, no início do Sermão da Montanha (Mateus 5 a 7). O Evangelho de Lucas traz uma versão mais curta, no capítulo 6, versículos 20 a 23.
São os humildes: os que não se apoiam em si mesmos, mas esperam tudo de Deus. O Catecismo cita São Gregório de Nissa, que chama a pobreza em espírito de "humildade voluntária do espírito humano", e Santo Agostinho: "O orgulhoso procura o poder terreno, ao passo que o pobre em espírito procura o Reino dos céus" (n. 2546–2547).
Em Mateus, Jesus sobe à montanha e proclama oito bem-aventuranças. Em Lucas, ele desce e para "num lugar plano", fala diretamente aos discípulos ("bem-aventurados vós, os pobres") e diz quatro bem-aventuranças, seguidas de quatro "ai de vós" (Lucas 6,20-26).
Em geral se contam oito, uma para cada "bem-aventurados" dos versículos 3 a 10. Os versículos 11 e 12 desenvolvem a oitava, agora falando diretamente aos discípulos: "Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem e vos perseguirem". Santo Agostinho notou que a oitava repete a promessa da primeira, o Reino dos Céus.
Na Solenidade de Todos os Santos, em 1º de novembro, o Evangelho é Mateus 5,1-12a: os santos são justamente os que viveram as bem-aventuranças. O texto também é lido em outros dias do ano litúrgico.
Sim. No app Minha Bíblia Católica você acessa a Liturgia Diária e a Bíblia, para ler e ouvir: as leituras da Missa de cada dia (Primeira Leitura, Salmo e Evangelho) e o Novo Testamento narrado, capítulo por capítulo. Em cada versículo, um toque abre os comentários dos Padres da Igreja, a Catena Aurea de Santo Tomás de Aquino e o Catecismo da Igreja Católica.
O texto completo, no Devocionário do Minha Bíblia Católica:
Texto da equipe do Minha Bíblia Católica. Publicado em · atualizado em .
Meditações de cerca de dez minutos com o Padre Jacques Philippe: no carro, na caminhada, antes de dormir. E, no mesmo app, a Liturgia Diária e a Bíblia em áudio, comentadas pelos Padres da Igreja, pela Catena Aurea e pelo Catecismo.
"Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus." — Mateus 5,8