Padres da Igreja · Os primeiros monges

Padres do Deserto
a sabedoria do silêncio

Histórias e ditos dos primeiros monges cristãos

Ouça agora · MEDITAÇÃO 1
O caminho começa em você
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Entre os séculos III e V, milhares de cristãos deixaram as cidades para viver no deserto, rezar, trabalhar e enfrentar o mal dentro do próprio coração. O que aprenderam lá cabe em frases curtas, que ainda hoje acertam em cheio.

Aqui você conhece dez figuras do deserto, o que ensinaram e os Apotegmas, os seus ditos — e ouve aqui a primeira meditação do retiro A Escada Escondida.

Desertos do Egito · séc. III–V
Monges, monjas e eremitas
Os Apotegmas, seus ditos
No mesmo app: a Liturgia Diária e a Bíblia em áudio, comentadas pelos Padres da Igreja, pela Catena Aurea e pelo Catecismo.
Ícone de Santo Antão e São Paulo de Tebas no deserto
III–V
séculos dos Padres do Deserto
c. 0
ditos na coleção alfabética
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abbas e ammas nessa coleção
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anos de vida de Santo Antão
Rezar com os Padres do Deserto

Ouça agora
o primeiro degrau

O retiro A Escada Escondida desce, degrau por degrau, pelos ditos dos Padres do Deserto, em meditações de cerca de dez minutos inspiradas em Anselm Grün. A primeira está aberta aqui.

MEDITAÇÃO 1·OUÇA AQUI

O caminho começa em você

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MEDITAÇÃO 2

A humildade que eleva

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MEDITAÇÃO 3

Permanecer em si mesmo

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As meditações seguintes estão no app, na ordem do retiro.

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Você já tentou fazer silêncio e ouviu o barulho de dentro?

Os Padres do Deserto também ouviram. Deixaram as cidades para buscar a Deus e encontraram, no silêncio, os próprios pensamentos: a raiva, a tristeza, o tédio, a vaidade. Em vez de fugir, aprenderam a olhar para eles com verdade e a entregá-los a Deus.

O deserto não era fuga do mundo. Era o caminho para dentro.

No silêncio

Foge, cala-te, reza

Arsênio deixou o palácio do imperador para buscar a Deus. Já no deserto, ouviu uma voz que lhe dizia: foge, cala-te, reza sempre. O silêncio não era vazio: era o lugar do encontro.

Nos bens

Soltar o que se tem

Macário encontrou um ladrão levando as coisas da sua cela. Ajudou-o a carregar o animal e o despediu em paz: nada trouxemos para este mundo, e nada dele podemos levar.

Na luta

Contra as paixões, não contra o corpo

Os monges jejuavam e vigiavam, mas com medida. Quando lhe perguntaram por que não tratava o corpo com dureza, Abba Poemen respondeu: não aprendemos a matar o corpo, mas a matar as paixões.

Com os outros

Não julgar

Chamado para julgar um irmão, Abba Moisés chegou com um jarro furado, perdendo água pelo caminho: são os meus pecados que escorrem atrás de mim, e eu não os vejo. Os monges perdoaram o irmão.

“

É possível ser solitário no pensamento vivendo no meio da multidão, e é possível que um solitário viva na multidão dos próprios pensamentos.

Amma Sinclética — Apotegmas dos Padres do Deserto, Sinclética 19

Da coleção alfabética dos ditos dos Padres do Deserto

Quem são

Quem foram os Padres do Deserto:
dez figuras e um mesmo caminho

Do Egito, onde tudo começou, a sabedoria do deserto passou à Palestina, à Síria e ao Ocidente. Dez homens e mulheres que abriram esse caminho.

c.341

São Paulo de Tebas

Fugiu para o deserto egípcio ainda jovem, na perseguição de Décio, e ali viveu escondido por décadas. São Jerônimo o chamou de primeiro eremita; Santo Antão o visitou no fim da vida e o sepultou.

c.348

São Pacômio

Ex-soldado, conheceu a fé pela caridade dos cristãos. Por volta de 320, em Tabenisi, no Alto Egito, fundou a primeira comunidade organizada de monges, com uma regra de vida comum.

356

Santo Antão

Ouviu na igreja o Evangelho "vai, vende o que tens e dá aos pobres" e partiu para o deserto. Morreu aos 105 anos, e a Vida escrita por Santo Atanásio fez dele o pai dos monges.

s. IV

Amma Sinclética

De família rica, deu os bens aos pobres e foi viver como asceta perto de Alexandria, com a irmã cega. Muitas mulheres a procuraram como mãe espiritual; é a amma com mais ditos na coleção alfabética.

c.390

São Macário, o Grande

Aprendeu com Santo Antão e tornou-se um dos grandes pais de Escete, onde o mosteiro que leva o seu nome é habitado até hoje. Pela sabedoria que tinha ainda jovem, chamavam-no de menino-ancião.

399

Evágrio Pôntico

Depois de deixar Constantinopla, viveu seus últimos anos nos desertos da Nítria e das Celas. Deu nome aos oito pensamentos que atacam a alma, lista que, por meio de Cassiano e de São Gregório Magno, deu origem aos pecados capitais.

c.405

São Moisés, o Etíope

Antigo escravo e chefe de um bando de ladrões, converteu-se entre os monges de Escete e foi ordenado padre. Quando os bárbaros atacaram, não quis se defender com armas e morreu mártir com outros sete monges.

c.435

São João Cassiano

Passou anos entre os monges do Egito e, por volta de 415, fundou mosteiros em Marselha. Suas Instituições e Conferências levaram o deserto ao Ocidente, e São Bento pediu que seus monges as lessem.

c.449

Santo Arsênio

Nascido em Roma, homem culto, foi preceptor dos príncipes Arcádio e Honório. Deixou o palácio em 394 e viveu cerca de cinquenta anos no deserto, conhecido pelo seu silêncio.

c.450

Abba Poemen

Chamado de Pastor, é o monge mais citado dos Apotegmas. Deixou Escete depois dos ataques dos bárbaros e ficou conhecido pela mansidão com os irmãos que tropeçavam.

Ícone de Santo Antão atacado pelos demônios no deserto

"Vi as armadilhas que o inimigo estende sobre o mundo e perguntei: quem pode passar por elas? E ouvi uma voz: a humildade."

Abba Antão · Apotegmas, Antão 7

Por que eles importam hoje

Vivemos cercados de barulho, telas e opiniões, e quase nunca a sós conosco. Os Padres do Deserto lembram que a luta decisiva acontece dentro do coração, e que o silêncio, a oração e a humildade continuam sendo o caminho. Não é preciso morar no deserto para aprender com eles.

O que eles ensinam

O que os Padres do Deserto ensinam:
uma escola do coração

A maioria dos Padres do Deserto não escreveu livros. Deixaram respostas curtas a quem lhes pedia uma palavra. Por trás de todas, a mesma descoberta: a luta decisiva acontece dentro do coração, e é lá que Deus espera.

o silêncio a cela a humildade não julgar a oração contínua o trabalho das mãos a vigilância dos pensamentos as lágrimas do arrependimento a hospitalidade a lembrança da morte a paciência na luta uma palavra de vida

A vigilância

Evágrio Pôntico ensinou a perceber cada pensamento logo que ele chega e a responder com uma palavra da Escritura, como Jesus fez quando foi tentado no deserto.

A perseverança

Amma Sara lutou treze anos contra a mesma tentação. Nunca pediu que a luta acabasse. Pedia apenas: ó Deus, dá-me força.

O silêncio do coração

Abba Poemen ensinava: alguém pode parecer calado, mas, se o coração condena os outros, está falando sem parar. E outro pode falar o dia inteiro e estar em silêncio, porque não diz nada inútil.

Os ditos

Os ditos dos Padres do Deserto:
os Apotegmas

Frases curtas e pequenas histórias, guardadas de memória pelos discípulos e depois reunidas por escrito. Um dos tesouros mais antigos da espiritualidade cristã.

Ícone de Santo Antão e São Paulo de Tebas, com monges rezando nas grutas do deserto

Tudo começava com um pedido: “Abba, dá-me uma palavra.” O discípulo procurava o ancião, e ele respondia com uma frase, uma história ou um gesto, pensados para aquela pessoa e aquele momento. Os monges guardavam essas palavras de memória e as passavam adiante.

Depois, elas foram reunidas por escrito em grego, provavelmente na Palestina, por volta do fim do século V. A coleção mais conhecida, a alfabética, traz cerca de mil ditos sob o nome de uns 130 abbas e ammas, e Abba Poemen é o mais citado. Traduzidos para o latim e para muitas outras línguas, os ditos alimentaram os mosteiros do Oriente e do Ocidente.

Ditos dos Padres do Deserto

Ditos da coleção alfabética dos Apotegmas dos Padres do Deserto, com o número de cada dito na coleção. Tradução livre.

Meditar os ditos no retiro
O retiro A Escada Escondida

Os ditos do deserto,
degrau por degrau

Ler frases dos Padres do Deserto é fácil. Entender o que elas pedem de nós é outra coisa. O retiro A Escada Escondida foi inspirado no livro O céu começa em você, do monge beneditino Anselm Grün, e percorre os ditos do deserto como uma escada: do conhecimento de si à humildade, das paixões à oração, até a mansidão e a paz.

1

O dito

Cada meditação traz histórias e ditos reais do deserto: Antão, Poemen, Macário, Moisés, Amma Sinclética, Amma Sara e muitos outros.

2

O sentido

Na linha de Anselm Grün, cada história é aberta por dentro: o que ela revela sobre os nossos pensamentos, paixões e feridas.

3

A meditação

Cada áudio termina com algo para levar ao dia: uma frase, uma imagem ou uma pergunta que fica com você durante a semana.

A frase que dá nome ao retiro

“A escada que leva ao Reino está escondida dentro da tua alma. Mergulha em ti mesmo, e ali encontrarás os degraus por onde subir.”

Isaac de Nínive, monge sírio do século VII · citado por Anselm Grün em O céu começa em você

Descer para subir

Anselm Grün é monge da Abadia beneditina de Münsterschwarzach, na Alemanha, onde entrou em 1964, aos 19 anos. É doutor em teologia, acompanha pessoas espiritualmente há décadas, e seus livros foram traduzidos para mais de 30 línguas.

No livro que inspira o retiro, ele mostra que os Padres do Deserto não começavam pelos ideais, mas pela própria realidade: quem tem a coragem de descer até as próprias paixões encontra ali a escada para Deus. É esse o caminho que o retiro percorre com você.

Ícone dos Padres do Deserto com o livro O céu começa em você
O livro de base

O céu começa em você

Anselm Grün, OSB · A sabedoria dos Padres do Deserto para hoje

Publicado na Alemanha em 1994 e no Brasil pela Vozes. Grün lê os ditos do deserto como uma espiritualidade a partir da base: das paixões e da própria realidade até Deus.

Ícone de Santo Antão atacado pelos demônios no deserto
A fonte viva

Os Apotegmas dos Padres do Deserto

Coleções alfabética e sistemática · séculos IV a VI

Os ditos de Antão, Poemen, Macário, Amma Sinclética, Amma Sara e muitos outros. Junto deles, o retiro ouve Evágrio Pôntico, Cassiano e Isaac de Nínive.

Do conhecimento de si à contemplação, da ascese à mansidão: a escada inteira percorrida em meditações de cerca de dez minutos, para ouvir no carro, na caminhada ou antes de dormir.

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Perguntas sobre
os Padres do Deserto

O que mais se pergunta sobre eles, em poucas linhas.

Quem foram os Padres do Deserto?

Foram eremitas, monges e monjas cristãos que, a partir do século III, deixaram as cidades para viver no deserto, sobretudo no Egito, em lugares como Escete, a Nítria e as Celas, e também na Palestina e na Síria. Buscavam a Deus na oração, no trabalho e no silêncio. Fazem parte da grande tradição dos Padres da Igreja.

O que são os apotegmas?

São os ditos dos Padres do Deserto: frases curtas e pequenas histórias guardadas de memória pelos discípulos e depois reunidas por escrito, em grego. A coleção mais conhecida, a alfabética, traz cerca de mil ditos sob o nome de uns 130 abbas e ammas.

O que significa abba?

Abba é a palavra aramaica para "pai", a mesma que Jesus usou ao rezar no Getsêmani (Mc 14,36). No deserto, era o título do monge ancião que guiava os discípulos. As mulheres com o mesmo papel, como Sinclética e Sara, eram chamadas de amma, "mãe".

Quem foi o primeiro monge?

São Jerônimo chamou São Paulo de Tebas de primeiro eremita: ele fugiu para o deserto na perseguição de Décio e ali viveu por décadas. Mas quem ficou conhecido como pai dos monges foi Santo Antão, morto em 356, cuja vida, escrita por Santo Atanásio, espalhou o ideal monástico. A vida em comunidade começou com São Pacômio.

Quais são os ditos mais famosos dos Padres do Deserto?

Entre os mais lembrados estão: "Vai, senta-te na tua cela, e a tua cela te ensinará tudo" (Abba Moisés); "Sem tentações, ninguém se salva" (Abba Antão); a palavra que Abba Arsênio ouviu, "foge, cala-te, reza sempre"; e a imagem de Abba Poemen: a água mole, caindo gota a gota, fura a pedra, como a palavra de Deus abre o coração duro.

Quem é Anselm Grün?

Monge beneditino alemão, nascido em 1945, da Abadia de Münsterschwarzach, onde entrou em 1964. É doutor em teologia e acompanhante espiritual, com cerca de 300 livros traduzidos para mais de 30 línguas. Seu livro O céu começa em você, sobre a sabedoria dos Padres do Deserto, inspira o retiro A Escada Escondida.

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Sim. No app Minha Bíblia Católica você acessa a Liturgia Diária e a Bíblia, para ler e ouvir: as leituras da Missa de cada dia (Primeira Leitura, Salmo e Evangelho) e o Novo Testamento narrado, capítulo por capítulo. Em cada versículo, um toque abre os comentários dos Padres da Igreja, a Catena Aurea de Santo Tomás de Aquino e o Catecismo da Igreja Católica.

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Meditações de cerca de dez minutos com a sabedoria dos Padres do Deserto: no carro, na caminhada, antes de dormir. E, no mesmo app, a Liturgia Diária e a Bíblia em áudio, comentadas pelos Padres da Igreja, pela Catena Aurea e pelo Catecismo.

"Vai, senta-te na tua cela, e a tua cela te ensinará tudo." — Abba Moisés, Apotegmas dos Padres do Deserto

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A Escada Escondida

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