Um caminho simples, aprendido com quem rezou a vida inteira
Rezar é conversar com Deus, e isso se aprende. Os Padres da Igreja, mestres cristãos dos primeiros séculos, ensinam que dá para rezar em qualquer lugar, com poucas palavras e com todo o coração.
Aqui você encontra passos práticos do Catecismo, dez mestres de oração, o livro do Cardeal Tomáš Špidlík que resume esse ensino e a primeira meditação do curso Introdução à Oração para ouvir agora.
O curso Introdução à Oração começa pela pergunta mais simples: por que rezar? A primeira meditação está aberta aqui, com o rouxinol, a respiração do Espírito e as definições clássicas dos Padres da Igreja.
As meditações seguintes estão no app, na ordem do curso.
Conhecer o curso Introdução à OraçãoNem os apóstolos sabiam. Viram Jesus rezando e pediram: "Senhor, ensina-nos a orar" (Lc 11,1). O Catecismo é claro: para orar, "é preciso querer", e "é preciso também aprender a rezar" (n. 2650). A boa notícia é que a Igreja guarda vinte séculos de mestres dispostos a ensinar.
Rezar se aprende rezando.
O Catecismo ensina: "Não se faz contemplação quando se tem tempo; ao invés, arranja-se tempo para estar com o Senhor" (n. 2710). Comece com poucos minutos, sempre na mesma hora.
Para a oração pessoal, o Catecismo sugere um "recanto de oração", com a Sagrada Escritura e ícones, para estar "no segredo" diante do Pai (n. 2691). Pode ser um canto do seu quarto.
A Tradição da Igreja propõe ritmos simples: "a oração da manhã e da noite, antes e depois das refeições" (n. 2698). São pequenos encontros que sustentam o dia inteiro.
Quando vier a distração, não brigue com ela: "basta voltar ao nosso coração" (n. 2729). E quando a oração ficar seca, é "o momento da fé pura" (n. 2731).
A oração, saibamos ou não, é o encontro da sede de Deus com a nossa. Deus tem sede de que nós tenhamos sede dele.
Catecismo da Igreja Católica, n. 2560
Com Santo Agostinho, na abertura da parte do Catecismo sobre a oração
Do século III ao VIII, monges, bispos e pregadores aprenderam a rezar rezando, e deixaram por escrito o que descobriram. Muitos deles são citados pelo próprio Catecismo.
Escreveu Sobre a Oração, um dos primeiros tratados cristãos sobre o tema, com um comentário ao Pai-Nosso. O Catecismo guarda a sua lição: "Ora sem cessar, aquele que une a oração às obras e as obras à oração" (n. 2745).
O pai dos monges passava noites inteiras em oração. Segundo São João Cassiano, dizia que não é perfeita a oração em que o monge ainda percebe a si mesmo e as palavras que está rezando.
Ensinou a fazer do dia comum uma oração: ao sentar-se à mesa, rezar; ao pegar o pão, agradecer a quem o dá; ao vestir-se, agradecer de novo. Assim a vida inteira se torna uma oração contínua.
Amigo de São Basílio, deixou a frase que o Catecismo usa para falar da oração como lembrança de Deus: "Devemos nos lembrar de Deus com mais frequência do que respiramos" (n. 2697).
Irmão de São Basílio, comentou o Pai-Nosso em cinco homilias. Na Vida de Moisés, descreveu a subida da alma em três etapas: da escuridão da ignorância à luz, e da luz a uma treva mais profunda, a da contemplação de Deus.
Deu duas definições que atravessaram os séculos: a oração é "elevação do espírito para Deus" e "colóquio com Deus". E consolava quem reza: "Não te aflijas se não recebes logo de Deus o que lhe pedes" (citado pelo Catecismo, n. 2737).
O grande pregador ensinou que se pode rezar em qualquer lugar: "mesmo no mercado ou durante um passeio solitário", na loja, "até mesmo cozinhando" (citado pelo Catecismo, n. 2743).
Resumiu a oração de Jesus em três tempos: "sendo o nosso Sacerdote, ora por nós; sendo a nossa Cabeça, ora em nós; e sendo o nosso Deus, a Ele oramos" (citado pelo Catecismo, n. 2616).
Levou ao Ocidente o ensino dos monges do Egito. Nas Conferências, recolheu do abade Isaac uma oração curta para todas as horas: "Vinde, ó Deus, em meu auxílio" (Sl 70,2), o verso que ainda hoje abre quase todas as Horas da Liturgia das Horas.
Deu a definição que o Catecismo põe logo no começo da parte sobre a oração: "A oração é a elevação da alma para Deus ou o pedido feito a Deus de bens convenientes" (n. 2559).
"Que a nossa oração seja atendida não depende da quantidade de palavras, mas do fervor das nossas almas."
São João Crisóstomo, citado pelo Catecismo, n. 2700
Eles não escreveram para especialistas. Eram monges, bispos e pregadores que queriam o mesmo que você: falar com Deus de verdade. O que descobriram continua valendo: dá para rezar em qualquer lugar, e rezar se aprende rezando.
A Igreja reúne essa herança no Catecismo, que dedica toda a sua quarta parte à oração. Ali se lê que "a tradição cristã conservou três expressões principais da vida de oração: a oração vocal, a meditação e a contemplação" (n. 2699). As três começam do mesmo lugar: o recolhimento do coração.
"É nas palavras, mentais ou vocais, que a nossa oração toma corpo. Mas o mais importante é a presença do coração" (n. 2700). O Pai-Nosso, os Salmos e as orações de sempre são a porta de entrada.
É "sobretudo uma busca" (n. 2705): ler devagar o Evangelho, um salmo ou um texto dos Padres da Igreja e perguntar o que o Senhor pede de você hoje.
"A contemplação é o olhar da fé, fixado em Jesus" (n. 2715). Como o camponês de Ars diante do sacrário: "Eu olho para Ele e Ele olha para mim."
Um livro pequeno de Tomáš Špidlík que responde, com os Padres da Igreja, às perguntas de quem quer começar a rezar.

Um mestre que resumiu séculos em poucas páginas. Em 1996, o então padre Tomáš Špidlík publicou em Roma Pregare nel cuore, uma iniciação à oração em perguntas e respostas. Em português, o livro saiu como Rezar no Coração — Iniciação à oração.
O caminho vai da pergunta mais simples, "por que se deve rezar?", até a oração do coração, passando pelo pedido, pela oração vocal, pela liturgia, pela meditação, pela contemplação e pela oração incessante. Em cada passo, falam os Padres da Igreja: Evágrio, São Basílio, São João Crisóstomo, Santo Agostinho, Orígenes e muitos outros.
Frases do capítulo "A necessidade da oração", do livro Rezar no Coração — Iniciação à oração, de Tomáš Špidlík.
Inspirado nos ensinamentos do Cardeal Tomáš Špidlík, o curso percorre o caminho inteiro da oração: do "por que rezar?" à oração do coração, passando pela oração vocal, pela meditação e pela contemplação. Tudo em linguagem simples, para ouvir no seu tempo.
Cada áudio explica com clareza um aspecto da oração: o que é, como funciona, por que importa.
Evágrio, Crisóstomo, Agostinho, Cassiano, Orígenes e outros mestres entram na conversa, com contexto e sem jargão.
Cada meditação termina com um exercício simples: da mente ao coração, e do coração à vida.
“O ser humano é formado por três partes: o corpo, a alma e o Espírito Santo. Cada uma tem as suas necessidades e a sua maneira de as viver: o corpo move-se, nutre-se, respira; a alma pensa, decide, sente; o Espírito Santo reza.”
Tomáš Špidlík, com Teófanes, o Recluso · Rezar no Coração, p. 10
É assim que Špidlík abre o livro, e é assim que o curso começa: com o rouxinol que canta porque foi feito para cantar e com as definições clássicas dos Padres da Igreja. Rezar não é uma tarefa a mais no dia. É deixar o Espírito Santo rezar em nós.
Depois, o curso segue os mesmos passos do livro, até a oração do coração, onde a pessoa inteira se unifica diante de Deus.

Tomáš Špidlík · Iniciação à oração · original italiano: Pregare nel cuore (1996)
Uma introdução curta e profunda à oração cristã, em perguntas e respostas, com os Padres da Igreja do Oriente e do Ocidente.

Jesuíta · 1919–2010 · lema: Ex toto corde
Professor por décadas no Pontifício Instituto Oriental, em Roma, e um dos maiores estudiosos da espiritualidade do Oriente cristão. São João Paulo II o criou cardeal em 2003.
Do "por que rezar?" à oração do coração, em meditações de cerca de dez minutos, cada uma com um exercício prático para levar ao dia: no carro, na caminhada, antes de dormir.
Além dos cursos e retiros, o app traz a Liturgia Diária e a Bíblia para ler e ouvir. Em cada versículo, um toque abre o que disseram os Padres da Igreja, a Catena Aurea de Santo Tomás de Aquino e o Catecismo.



Toque no número de um versículo, da Bíblia ou das leituras da Missa, e sobe uma cortina com os comentários daquele versículo, separados por fonte. Você lê, volta ao texto e continua de onde estava.
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Os grandes mestres cristãos dos primeiros séculos, como Santo Agostinho, São João Crisóstomo, Santo Ambrósio e São Jerônimo. Viveram perto do tempo dos Apóstolos e explicaram a Escritura em homilias e comentários. No app, o que disseram aparece ligado a cada versículo.
de Santo Tomás de Aquino, completa
"Corrente de ouro": a obra que Santo Tomás começou a pedido do Papa Urbano IV. Nela, ele encadeou, versículo por versículo, o que os Padres gregos e latinos disseram sobre os quatro Evangelhos, como se todos comentassem juntos a mesma passagem.
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O Catecismo da Igreja Católica, publicado por São João Paulo II em 1992, expõe a fé da Igreja a partir da Escritura. No app, os parágrafos que explicam uma passagem aparecem junto do versículo a que se referem.
Santos, Padres da Igreja e grandes mestres da vida espiritual, em áudio, no mesmo app.

Um ponto do Caminho por dia: o texto, a história por trás dele e a meditação.
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Do Pai-Nosso às novenas, com o texto completo.
Ver as oraçõesO que mais se pergunta sobre a oração, em poucas linhas.
Rezar é conversar com Deus. Escolha um momento e um lugar tranquilos, coloque-se na presença dele, agradeça, peça o que precisa e reserve um tempo para escutar, por exemplo lendo devagar um trecho do Evangelho. O Catecismo lembra que "é o coração que ora" (n. 2562): mais do que muitas palavras, conta a presença do coração.
Comece pequeno e com hora marcada. A Tradição da Igreja propõe ritmos simples: "a oração da manhã e da noite, antes e depois das refeições" (Catecismo, n. 2698). Ajuda ter um "recanto de oração", com a Sagrada Escritura e ícones (n. 2691), e começar pelo Pai-Nosso, que o Catecismo chama, com Tertuliano, de "o resumo de todo o Evangelho" (n. 2761).
É a "relação viva e pessoal com o Deus vivo e verdadeiro" (n. 2558). Com São João Damasceno, o Catecismo a define como "a elevação da alma para Deus ou o pedido feito a Deus de bens convenientes" (n. 2559). E acrescenta, com Santo Agostinho, que a oração é "o encontro da sede de Deus com a nossa" (n. 2560).
O Catecismo aponta cinco formas permanentes de oração: bênção e adoração, pedido, intercessão, agradecimento e louvor (n. 2626 a 2644). Quanto ao modo de rezar, a tradição cristã conservou três expressões principais: a oração vocal, a meditação e a contemplação (n. 2699).
Não se assuste: acontece com todos. Diante da distração, o Catecismo ensina que "basta voltar ao nosso coração" (n. 2729). A aridez, quando o coração parece seco, é "o momento da fé pura" (n. 2731). E Evágrio consola: "Não te aflijas se não recebes logo de Deus o que lhe pedes" (citado no n. 2737).
Jesuíta nascido em Boskovice, na Morávia (hoje República Tcheca), em 17 de dezembro de 1919. Ensinou por décadas no Pontifício Instituto Oriental, em Roma, e foi um dos maiores estudiosos da espiritualidade do Oriente cristão. Em 1995, pregou os exercícios espirituais da Quaresma para São João Paulo II, que o criou cardeal em 21 de outubro de 2003. Morreu em Roma em 16 de abril de 2010 e está sepultado em Velehrad.
Sim. No app Minha Bíblia Católica você acessa a Liturgia Diária e a Bíblia, para ler e ouvir: as leituras da Missa de cada dia (Primeira Leitura, Salmo e Evangelho) e o Novo Testamento narrado, capítulo por capítulo. Em cada versículo, um toque abre os comentários dos Padres da Igreja, a Catena Aurea de Santo Tomás de Aquino e o Catecismo da Igreja Católica.
O texto completo, no Devocionário do Minha Bíblia Católica:
Texto da equipe do Minha Bíblia Católica. Publicado em · atualizado em .
Meditações de cerca de dez minutos, inspiradas no Cardeal Špidlík e nos Padres da Igreja, cada uma com um exercício simples: no carro, na caminhada, antes de dormir. E, no mesmo app, a Liturgia Diária e a Bíblia em áudio, comentadas pelos Padres da Igreja, pela Catena Aurea e pelo Catecismo.
"Não nos foi mandado que trabalhemos, velemos e jejuemos constantemente, mas temos a lei de orar sem cessar." — Evágrio, citado pelo Catecismo, n. 2742