Servo de Deus · 1930–1957

Jacques Fesch
do crime à conversão

Um condenado à morte que encontrou Deus na prisão

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Aos 23 anos, num assalto em Paris, ele matou um policial. Condenado à morte, encontrou Deus na cela e escreveu cartas que até hoje comovem: ninguém está longe demais da misericórdia de Deus.

Aqui você conhece a vida dele em dez datas, a noite da conversão, as cartas e o diário da prisão e as frases que atravessaram o mundo. E conhece o curso Jacques Fesch: da cela à santidade, com meditações em áudio no app.

Saint-Germain-en-Laye, 1930 · Paris, 1957
Servo de Deus
Cartas e diário da prisão
No mesmo app: a Liturgia Diária e a Bíblia em áudio, comentadas pelos Padres da Igreja, pela Catena Aurea e pelo Catecismo.
Retrato de Jacques Fesch jovem
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Meditar com Jacques Fesch

As meditações
estão no app

O curso Jacques Fesch: da cela à santidade percorre a história dele em meditações de cerca de dez minutos, do crime à última noite, com as palavras das cartas. Você ouve no app Minha Bíblia Católica.

MEDITAÇÃO 1

O crime e a queda

No app
MEDITAÇÃO 2

A noite da conversão

No app
MEDITAÇÃO 3

As cartas da cela 18

No app

As meditações estão no app, na ordem da história: do crime à última noite.

Conhecer o curso Jacques Fesch

Você acha que errou demais para Deus perdoar?

Jacques Fesch matou um homem. Não há como suavizar isso: o policial Jean Vergne tinha 35 anos e deixou uma filha pequena. Na prisão, à espera da guilhotina, aquele jovem sem fé gritou por Deus numa noite e foi atendido. A graça não apagou a verdade do crime. Fez nascer, dentro dela, um homem novo.

Nenhuma cela é fechada demais para Deus.

Na verdade

Chamar o mal pelo nome

A conversão não passou por cima do crime. Jacques reconheceu o mal que tinha feito, sem disfarces, e foi a partir dessa verdade que Deus o refez.

Na cela

Um grito: "Meu Deus!"

Sozinho, sofrendo como nunca, pediu socorro. Contou depois que, em poucas horas, recebeu a fé como uma certeza absoluta.

Na família

Aprender a amar

O marido ausente passou a escrever à mulher com ternura e fez um diário para a filha. Nos últimos dias, completou o casamento civil com o casamento na Igreja.

Diante da morte

Aceitar e oferecer

Não morreu revoltado. Aceitou a execução "com toda a alma" e se preparou para ela com a confissão, a comunhão e a oração.

“

Um grito brotou do meu peito, um pedido de socorro: "Meu Deus!" E, no mesmo instante, como um vento impetuoso que passa sem que se saiba de onde vem, o Espírito do Senhor me tomou pela garganta.

Jacques Fesch — sobre a noite da conversão, em março de 1955

Relato escrito na prisão da Santé, em Paris. Tradução do francês.

Quem foi

Quem foi Jacques Fesch:
a vida em dez datas

De uma juventude sem rumo, perto de Paris, a uma cela da prisão da Santé. Vinte e sete anos que terminam com uma frase: "Em cinco horas, verei Jesus."

1930

Saint-Germain-en-Laye, França

Nasce em 6 de abril, perto de Paris. O pai, banqueiro belga, é ateu; a mãe, Marthe, é muito religiosa. Cresce numa casa sem paz e, na juventude, perde a fé.

1951

Casamento e Véronique

Em 5 de junho, em Estrasburgo, casa-se no civil com Pierrette Polack, que espera um filho. Em julho nasce a filha, Véronique. A vida segue sem rumo.

1954

Paris · 25 de fevereiro

Aos 23 anos, obcecado pelo sonho de comprar um veleiro e navegar até o Taiti, assalta um cambista. Na fuga, atira e mata o policial Jean Vergne, de 35 anos, viúvo e pai de uma menina pequena. É preso no mesmo dia.

1955

A noite da conversão

Em 1º de março, um ano depois do crime, sozinho na cela, grita: "Meu Deus!". Conta depois que, em poucas horas, recebeu a fé como uma certeza absoluta.

1957

Condenado à morte

Em 6 de abril, no dia em que completa 27 anos, é condenado à morte pelo tribunal de Paris, depois de três dias de julgamento.

1957

Prisão da Santé · 1º de outubro

Na véspera, sabe que o presidente René Coty recusou o pedido de indulto. De madrugada, confessa-se e comunga. Ao amanhecer, é guilhotinado no pátio da prisão, pedindo ao capelão: "O crucifixo, padre, o crucifixo!"

1971

As cartas publicadas

O padre Augustin-Michel Lemonnier reúne as cartas da prisão no livro Lumière sur l'échafaud (Luz sobre o patíbulo). Em 1980 vêm as cartas inéditas, em Cellule 18.

1987

A causa em Paris

Em 21 de setembro, o cardeal Jean-Marie Lustiger, arcebispo de Paris, dá início à causa de beatificação. Em 1993, abre a investigação preliminar e diz esperar que um dia ele seja venerado como figura de santidade.

1989

O diário para a filha

O diário que escreveu para Véronique nos dois últimos meses de vida é publicado na França com o título da sua frase final: Dans 5 heures je verrai Jésus.

2015

As obras completas

O neto, Quentin Toury-Fesch, reúne pela primeira vez o diário, as cartas e os inéditos num só volume, pela editora Cerf. A causa segue em estudo.

Retrato de Jacques Fesch jovem

"Virgem Santa, tende piedade de mim!"

Diário da prisão, a última noite, 1957

Por que ele importa hoje

Muita gente acha que errou demais para voltar. Jacques Fesch não diminui o mal que fez; mostra outra coisa: a misericórdia de Deus alcança até quem está numa cela, à espera da morte. Se alcançou ele, pode alcançar você.

A conversão

A conversão de Jacques Fesch:
o que ela ensina a quem se sente perdido

Jacques não escreveu tratados. Escreveu cartas, de dentro de uma cela, para quem amava. Nelas aparece o caminho de toda conversão: reconhecer o mal, gritar por Deus, deixar-se amar e aprender a amar.

o grito "Meu Deus!" a fé como certeza o arrependimento verdadeiro a oração na cela a Virgem Maria o amor pela esposa e pela filha aceitar e oferecer a confissão e a comunhão a esperança do Céu o bom ladrão ninguém está perdido para Deus

O arrependimento

A conversão não apagou o crime: começou por ele. Jacques passou a lamentar profundamente a morte que causou. Arrepender-se é o primeiro passo de toda volta a Deus.

A misericórdia

Como o bom ladrão no Calvário, descobriu que Deus acolhe quem se volta para ele, até a última hora. Nenhum pecado é maior que o amor de Deus.

Ninguém se converte sozinho

Homens de fé estiveram ao lado dele: o advogado Paul Baudet, que ia à Missa todos os dias, o capelão da prisão e o Frère Thomas, jovem monge com quem trocava cartas.

As cartas e o diário

Cartas e diário de Jacques Fesch:
a conversão contada por dentro

Mais de quinhentas cartas e um diário para a filha, escritos na prisão da Santé por um homem que esperava a guilhotina.

Light over the Scaffold e Cell 18, as cartas de Jacques Fesch reunidas por Augustin-Michel Lemonnier

Ele escrevia para quem amava. À mulher, Pierrette; à sogra; ao advogado Paul Baudet; ao Frère Thomas, jovem monge. Nos dois últimos meses, escreveu também um diário para a filha Véronique, então com seis anos. A última página termina com a frase que o tornou conhecido: "Em cinco horas, verei Jesus."

As cartas foram reunidas pelo padre Augustin-Michel Lemonnier em Lumière sur l'échafaud (1971) e Cellule 18 (1980); o diário saiu em 1989. Em 2015, o neto Quentin Toury-Fesch juntou tudo nas Œuvres complètes. Em português, as cartas circularam com o título Cartas de um condenado.

Palavras de Jacques Fesch

Frases das cartas e do diário de Jacques Fesch, escritos na prisão da Santé entre 1955 e 1957. Tradução do francês.

Meditar as cartas no curso
O curso Jacques Fesch

A história inteira,
contada pelas cartas dele

O curso parte dos escritos do próprio Jacques Fesch: as cartas da prisão reunidas pelo padre Augustin-Michel Lemonnier e as cartas inéditas da cela 18. Em vez de apenas contar a história, deixa Jacques falar, do crime à última madrugada.

1

A história

Os fatos como aconteceram: a juventude sem rumo, o crime, a prisão e a condenação. Sem esconder nada.

2

As cartas

As palavras do próprio Jacques, escritas na cela: a noite da conversão, a luta interior, o amor pela família, a aceitação da morte.

3

A meditação

O que a história dele diz a você hoje: a misericórdia de Deus não tem limites, e ninguém está perdido aos olhos dele.

Da última noite na prisão

“Último dia de luta: amanhã, a esta hora, estarei no Céu.”

Jacques Fesch · 30 de setembro de 1957, véspera da execução

Um diário escrito para a filha

Nos dois últimos meses de vida, Jacques escreveu um diário dedicado a Véronique, que tinha seis anos. Nele registra, dia após dia, a luta interior, a oração e a paz que ia chegando enquanto a execução se aproximava.

O diário termina na última noite, com a frase que lhe deu o título quando foi publicado na França: "Em cinco horas, verei Jesus." O curso percorre esse caminho até o fim.

Light over the Scaffold e Cell 18, cartas de Jacques Fesch
O livro das cartas

Light over the Scaffold · Cell 18

Cartas da prisão reunidas por Augustin-Michel Lemonnier · edição em inglês de 1996

Junta as cartas publicadas na França em Lumière sur l'échafaud (1971) e as inéditas de Cellule 18 (1980). É o livro apresentado no curso.

Retrato de Jacques Fesch jovem
O autor das cartas

Jacques Fesch

Saint-Germain-en-Laye, 1930 · Paris, 1957 · Servo de Deus

Mais de quinhentas cartas e um diário, escritos em três anos e meio de prisão. O curso deixa que ele mesmo conte a própria conversão.

Do crime à última noite: a história de Jacques Fesch em meditações de cerca de dez minutos, para ouvir no carro, na caminhada ou antes de dormir.

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Perguntas sobre
Jacques Fesch

O que mais se pergunta sobre ele, em poucas linhas.

Quem foi Jacques Fesch?

Um jovem francês nascido em Saint-Germain-en-Laye em 6 de abril de 1930. Em 25 de fevereiro de 1954, num assalto em Paris, matou o policial Jean Vergne. Condenado à morte, converteu-se na prisão da Santé e escreveu cartas e um diário de grande profundidade espiritual. Foi guilhotinado em 1º de outubro de 1957, aos 27 anos.

Jacques Fesch é santo?

Não. A Igreja não o declarou santo nem beato. Em 1987, o cardeal Jean-Marie Lustiger, arcebispo de Paris, deu início à causa de beatificação e, em 1993, abriu uma investigação preliminar. Ele é chamado de Servo de Deus, e a causa continua em estudo.

Por que Jacques Fesch foi condenado à morte?

Querendo dinheiro para comprar um veleiro e navegar até o Taiti, assaltou um cambista em Paris em 25 de fevereiro de 1954. Na fuga, atirou e matou o policial Jean Vergne, de 35 anos, viúvo e pai de uma menina pequena. Foi condenado em 6 de abril de 1957, e o presidente René Coty recusou o pedido de indulto.

Como foi a conversão de Jacques Fesch?

Em 1º de março de 1955, um ano depois do crime, sozinho na cela e num sofrimento intenso, ele gritou "Meu Deus!". Contou depois que, em poucas horas, recebeu a fé como uma certeza absoluta. Foi acompanhado pelo advogado Paul Baudet, pelo capelão da prisão e pelas cartas do Frère Thomas, um jovem monge.

O que significa "Em cinco horas, verei Jesus"?

É a frase que Jacques Fesch escreveu na última noite, no diário que fazia para a filha Véronique, poucas horas antes de ser guilhotinado na prisão da Santé, em Paris. Ela deu título ao diário, publicado na França em 1989: Dans 5 heures je verrai Jésus.

Onde ler as cartas de Jacques Fesch?

As cartas foram reunidas pelo padre Augustin-Michel Lemonnier em Lumière sur l'échafaud (1971) e Cellule 18 (1980). Em inglês, saíram juntas como Light over the Scaffold and Cell 18 (1996). Em 2015, as Œuvres complètes, pela editora Cerf, reuniram cartas, diário e inéditos. Em português, circularam como Cartas de um condenado.

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Sim. No app Minha Bíblia Católica você acessa a Liturgia Diária e a Bíblia, para ler e ouvir: as leituras da Missa de cada dia (Primeira Leitura, Salmo e Evangelho) e o Novo Testamento narrado, capítulo por capítulo. Em cada versículo, um toque abre os comentários dos Padres da Igreja, a Catena Aurea de Santo Tomás de Aquino e o Catecismo da Igreja Católica.

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Meditações de cerca de dez minutos sobre a vida e as cartas de Jacques Fesch: no carro, na caminhada, antes de dormir. E, no mesmo app, a Liturgia Diária e a Bíblia em áudio, comentadas pelos Padres da Igreja, pela Catena Aurea e pelo Catecismo.

"Em cinco horas, verei Jesus." — Jacques Fesch, na última noite

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