Um condenado à morte que encontrou Deus na prisão
Aos 23 anos, num assalto em Paris, ele matou um policial. Condenado à morte, encontrou Deus na cela e escreveu cartas que até hoje comovem: ninguém está longe demais da misericórdia de Deus.
Aqui você conhece a vida dele em dez datas, a noite da conversão, as cartas e o diário da prisão e as frases que atravessaram o mundo. E conhece o curso Jacques Fesch: da cela à santidade, com meditações em áudio no app.
O curso Jacques Fesch: da cela à santidade percorre a história dele em meditações de cerca de dez minutos, do crime à última noite, com as palavras das cartas. Você ouve no app Minha Bíblia Católica.
As meditações estão no app, na ordem da história: do crime à última noite.
Conhecer o curso Jacques FeschJacques Fesch matou um homem. Não há como suavizar isso: o policial Jean Vergne tinha 35 anos e deixou uma filha pequena. Na prisão, à espera da guilhotina, aquele jovem sem fé gritou por Deus numa noite e foi atendido. A graça não apagou a verdade do crime. Fez nascer, dentro dela, um homem novo.
Nenhuma cela é fechada demais para Deus.
A conversão não passou por cima do crime. Jacques reconheceu o mal que tinha feito, sem disfarces, e foi a partir dessa verdade que Deus o refez.
Sozinho, sofrendo como nunca, pediu socorro. Contou depois que, em poucas horas, recebeu a fé como uma certeza absoluta.
O marido ausente passou a escrever à mulher com ternura e fez um diário para a filha. Nos últimos dias, completou o casamento civil com o casamento na Igreja.
Não morreu revoltado. Aceitou a execução "com toda a alma" e se preparou para ela com a confissão, a comunhão e a oração.
Um grito brotou do meu peito, um pedido de socorro: "Meu Deus!" E, no mesmo instante, como um vento impetuoso que passa sem que se saiba de onde vem, o Espírito do Senhor me tomou pela garganta.
Jacques Fesch — sobre a noite da conversão, em março de 1955
Relato escrito na prisão da Santé, em Paris. Tradução do francês.
De uma juventude sem rumo, perto de Paris, a uma cela da prisão da Santé. Vinte e sete anos que terminam com uma frase: "Em cinco horas, verei Jesus."
Nasce em 6 de abril, perto de Paris. O pai, banqueiro belga, é ateu; a mãe, Marthe, é muito religiosa. Cresce numa casa sem paz e, na juventude, perde a fé.
Em 5 de junho, em Estrasburgo, casa-se no civil com Pierrette Polack, que espera um filho. Em julho nasce a filha, Véronique. A vida segue sem rumo.
Aos 23 anos, obcecado pelo sonho de comprar um veleiro e navegar até o Taiti, assalta um cambista. Na fuga, atira e mata o policial Jean Vergne, de 35 anos, viúvo e pai de uma menina pequena. É preso no mesmo dia.
Em 1º de março, um ano depois do crime, sozinho na cela, grita: "Meu Deus!". Conta depois que, em poucas horas, recebeu a fé como uma certeza absoluta.
Em 6 de abril, no dia em que completa 27 anos, é condenado à morte pelo tribunal de Paris, depois de três dias de julgamento.
Na véspera, sabe que o presidente René Coty recusou o pedido de indulto. De madrugada, confessa-se e comunga. Ao amanhecer, é guilhotinado no pátio da prisão, pedindo ao capelão: "O crucifixo, padre, o crucifixo!"
O padre Augustin-Michel Lemonnier reúne as cartas da prisão no livro Lumière sur l'échafaud (Luz sobre o patíbulo). Em 1980 vêm as cartas inéditas, em Cellule 18.
Em 21 de setembro, o cardeal Jean-Marie Lustiger, arcebispo de Paris, dá início à causa de beatificação. Em 1993, abre a investigação preliminar e diz esperar que um dia ele seja venerado como figura de santidade.
O diário que escreveu para Véronique nos dois últimos meses de vida é publicado na França com o título da sua frase final: Dans 5 heures je verrai Jésus.
O neto, Quentin Toury-Fesch, reúne pela primeira vez o diário, as cartas e os inéditos num só volume, pela editora Cerf. A causa segue em estudo.
"Virgem Santa, tende piedade de mim!"
Diário da prisão, a última noite, 1957
Muita gente acha que errou demais para voltar. Jacques Fesch não diminui o mal que fez; mostra outra coisa: a misericórdia de Deus alcança até quem está numa cela, à espera da morte. Se alcançou ele, pode alcançar você.
Jacques não escreveu tratados. Escreveu cartas, de dentro de uma cela, para quem amava. Nelas aparece o caminho de toda conversão: reconhecer o mal, gritar por Deus, deixar-se amar e aprender a amar.
A conversão não apagou o crime: começou por ele. Jacques passou a lamentar profundamente a morte que causou. Arrepender-se é o primeiro passo de toda volta a Deus.
Como o bom ladrão no Calvário, descobriu que Deus acolhe quem se volta para ele, até a última hora. Nenhum pecado é maior que o amor de Deus.
Homens de fé estiveram ao lado dele: o advogado Paul Baudet, que ia à Missa todos os dias, o capelão da prisão e o Frère Thomas, jovem monge com quem trocava cartas.
Mais de quinhentas cartas e um diário para a filha, escritos na prisão da Santé por um homem que esperava a guilhotina.

Ele escrevia para quem amava. À mulher, Pierrette; à sogra; ao advogado Paul Baudet; ao Frère Thomas, jovem monge. Nos dois últimos meses, escreveu também um diário para a filha Véronique, então com seis anos. A última página termina com a frase que o tornou conhecido: "Em cinco horas, verei Jesus."
As cartas foram reunidas pelo padre Augustin-Michel Lemonnier em Lumière sur l'échafaud (1971) e Cellule 18 (1980); o diário saiu em 1989. Em 2015, o neto Quentin Toury-Fesch juntou tudo nas Œuvres complètes. Em português, as cartas circularam com o título Cartas de um condenado.
Frases das cartas e do diário de Jacques Fesch, escritos na prisão da Santé entre 1955 e 1957. Tradução do francês.
O curso parte dos escritos do próprio Jacques Fesch: as cartas da prisão reunidas pelo padre Augustin-Michel Lemonnier e as cartas inéditas da cela 18. Em vez de apenas contar a história, deixa Jacques falar, do crime à última madrugada.
Os fatos como aconteceram: a juventude sem rumo, o crime, a prisão e a condenação. Sem esconder nada.
As palavras do próprio Jacques, escritas na cela: a noite da conversão, a luta interior, o amor pela família, a aceitação da morte.
O que a história dele diz a você hoje: a misericórdia de Deus não tem limites, e ninguém está perdido aos olhos dele.
“Último dia de luta: amanhã, a esta hora, estarei no Céu.”
Jacques Fesch · 30 de setembro de 1957, véspera da execução
Nos dois últimos meses de vida, Jacques escreveu um diário dedicado a Véronique, que tinha seis anos. Nele registra, dia após dia, a luta interior, a oração e a paz que ia chegando enquanto a execução se aproximava.
O diário termina na última noite, com a frase que lhe deu o título quando foi publicado na França: "Em cinco horas, verei Jesus." O curso percorre esse caminho até o fim.

Cartas da prisão reunidas por Augustin-Michel Lemonnier · edição em inglês de 1996
Junta as cartas publicadas na França em Lumière sur l'échafaud (1971) e as inéditas de Cellule 18 (1980). É o livro apresentado no curso.

Saint-Germain-en-Laye, 1930 · Paris, 1957 · Servo de Deus
Mais de quinhentas cartas e um diário, escritos em três anos e meio de prisão. O curso deixa que ele mesmo conte a própria conversão.
Do crime à última noite: a história de Jacques Fesch em meditações de cerca de dez minutos, para ouvir no carro, na caminhada ou antes de dormir.
Além dos cursos e retiros, o app traz a Liturgia Diária e a Bíblia para ler e ouvir. Em cada versículo, um toque abre o que disseram os Padres da Igreja, a Catena Aurea de Santo Tomás de Aquino e o Catecismo.



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de Santo Tomás de Aquino, completa
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Ver as oraçõesO que mais se pergunta sobre ele, em poucas linhas.
Um jovem francês nascido em Saint-Germain-en-Laye em 6 de abril de 1930. Em 25 de fevereiro de 1954, num assalto em Paris, matou o policial Jean Vergne. Condenado à morte, converteu-se na prisão da Santé e escreveu cartas e um diário de grande profundidade espiritual. Foi guilhotinado em 1º de outubro de 1957, aos 27 anos.
Não. A Igreja não o declarou santo nem beato. Em 1987, o cardeal Jean-Marie Lustiger, arcebispo de Paris, deu início à causa de beatificação e, em 1993, abriu uma investigação preliminar. Ele é chamado de Servo de Deus, e a causa continua em estudo.
Querendo dinheiro para comprar um veleiro e navegar até o Taiti, assaltou um cambista em Paris em 25 de fevereiro de 1954. Na fuga, atirou e matou o policial Jean Vergne, de 35 anos, viúvo e pai de uma menina pequena. Foi condenado em 6 de abril de 1957, e o presidente René Coty recusou o pedido de indulto.
Em 1º de março de 1955, um ano depois do crime, sozinho na cela e num sofrimento intenso, ele gritou "Meu Deus!". Contou depois que, em poucas horas, recebeu a fé como uma certeza absoluta. Foi acompanhado pelo advogado Paul Baudet, pelo capelão da prisão e pelas cartas do Frère Thomas, um jovem monge.
É a frase que Jacques Fesch escreveu na última noite, no diário que fazia para a filha Véronique, poucas horas antes de ser guilhotinado na prisão da Santé, em Paris. Ela deu título ao diário, publicado na França em 1989: Dans 5 heures je verrai Jésus.
As cartas foram reunidas pelo padre Augustin-Michel Lemonnier em Lumière sur l'échafaud (1971) e Cellule 18 (1980). Em inglês, saíram juntas como Light over the Scaffold and Cell 18 (1996). Em 2015, as Œuvres complètes, pela editora Cerf, reuniram cartas, diário e inéditos. Em português, circularam como Cartas de um condenado.
Sim. No app Minha Bíblia Católica você acessa a Liturgia Diária e a Bíblia, para ler e ouvir: as leituras da Missa de cada dia (Primeira Leitura, Salmo e Evangelho) e o Novo Testamento narrado, capítulo por capítulo. Em cada versículo, um toque abre os comentários dos Padres da Igreja, a Catena Aurea de Santo Tomás de Aquino e o Catecismo da Igreja Católica.
Texto da equipe do Minha Bíblia Católica. Publicado em · atualizado em .
Meditações de cerca de dez minutos sobre a vida e as cartas de Jacques Fesch: no carro, na caminhada, antes de dormir. E, no mesmo app, a Liturgia Diária e a Bíblia em áudio, comentadas pelos Padres da Igreja, pela Catena Aurea e pelo Catecismo.
"Em cinco horas, verei Jesus." — Jacques Fesch, na última noite